sexta-feira, 4 de abril de 2014

A Igreja Viva


Onde se encontrarem dois ou três reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles.”
Eis como Jesus descreveu a sua igreja, na divina simplicidade que a caracteriza.
É universal, por isso que está onde quer que se reúnam dois ou três corações fiéis, invocando-lhe o nome.
Não tem chefe na Terra, visto como esse chefe é Jesus mesmo, cuja presença é implorada do Céu.
É igreja viva, porquanto resulta da comunhão espiritual dos crentes irmanados na mesma fé.
Independe de templos de pedra, feitura de mãos humanas, porque tem no Universo o seu eterno e majestoso tabernáculo.

O Problema do Destino


O problema do nosso destino não se reduz a evitar pseudo castigos e obter imaginárias recompensas, neste ou noutros mundos. Semelhante conceituação é de cunho genuinamente egoísta.
Ora, aquele problema, que tão de perto nos afeta, só pode ser solucionado mediante o cultivo do sentimento oposto, que é o amor.

No Princípio era o Verbo


Mateus, reportando-se à individualidade do divino Enviado, tratou de sua genealogia terrena, partindo de Abraão, em ordem descendente, até José, contando 42 gerações.
Lucas refere-se às particularidades que rodearam o seu nascimento em Belém de Judá, num estábulo abandonado, tendo por berço tosca e rude manjedoura.
Marcos apresenta o Mestre já em contato com o Batista, iniciando sua missão exemplificadora.
João deixa de parte tudo quanto se liga à forma material com que o Messias se apresenta no cenário humano, para considerar o seu Espírito, isto é, o “ser” propriamente dito, sede da inteligência, do sentimento e de todas as faculdades psíquicas, dizendo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”

sexta-feira, 7 de março de 2014

O Fim da Guerra


Portanto, orais vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus...”  Evangelho

Pai nosso que estás nos céus... Assim começa o Mestre a oração que ensinou aos seus discípulos.
Toda a cristandade sabe disso. As múltiplas igrejas repetem assiduamente a frase em apreço. Nas ricas catedrais, no templo humilde, na capela rural e no seio dos lares, aquela sentença constitui o estribilho recitado em todos os tons, oportunidades e emergências. Nos dias festivos como nos dias calamitosos de angústia e de aflição, baila nos lábios dos grandes e dos pequenos, dos velhos e dos moços o surrado e eterno refrão.
Parece, mesmo, que, à força de repeti-lo mecanicamente, despojaram-no de todo o seu espírito e de toda a sua vida. Pois, é precisamente esse espírito e essa vida que o Espiritismo vem ressuscitar nesta época tumultuosa e sombria por que passa o nosso orbe de provas e expiações.

Os Problemas da Vida


Podemos dizer, por hábito e força de expressão, que a vida humana encerra dois problemas – o físico e o espiritual. Daquele, os homens não se têm descuidado, pois constituiu sempre, através de todos os tempos, a sua máxima preocupação. Quanto ao segundo, eles o descuram lamentavelmente, esquecendo-se de que é por isso que os outros problemas – os materiais – continuam sem solução, apesar de tratados com tanto zelo e solicitude.
A inversão de valores, nesse particular, tem sido fatal à Humanidade. Do pão para a boca jamais o homem olvidou. Quando lhe falta ou escasseia, ele prorrompe em protestos e lamentos, entregando-se ao desespero. Da roupa, para cobrir o corpo, também nunca desdenhou, empregando engenho e arte para consegui-la sob as formas mais variadas e apropriadas a cada região do globo e a cada estação do ano. O teto para abrigar-se tem sido, a seu turno, objeto de suas cogitações constantes, dedicando a essa questão o melhor do seu tempo e de sua inteligência. Na pecúnia, nunca deixou de pensar, sendo que este elemento absorve sua mente quase por completo, pois a pecúnia é a mola a que tudo obedece neste mundo.
Será, no entanto, que o estômago é mais importante que a razão? Acaso os tubos digestivos representam mais que as cordas do sentimento?

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O Grande Pecado


 “Declarou, então, Jesus aos sacerdotes:  Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes vos precederão no reino de Deus.  Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe destes crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram…”
Evangelho

Como vemos, o intérprete da Soberana Justiça classifica a falta dos sacerdotes mais grave que as das meretrizes e os publicanos, sendo que estes, no exercício do fisco, furtavam os contribuintes exigindo maior imposto que o estabelecido na lei.

Mas, afinal, que espécie de delito praticavam os sacerdotes cuja gravidade o sábio Mestre reputa maior que o pecado das decaídas e dos publicanos?

A Verdade e o Dogma


O dogma da redenção humana mediante a efusão do sangue do Cristo, consistindo a sua morte no madeiro o epílogo da missão que lhe fora confiada, carece, como em geral sucede a todos os dogmas, de fundamento.

Para demonstrar a assertiva, é bastante compará-lo com a realidade, isto é, com o fato de Jesus nos haver dado a sua vida no sentido de consagrá-la à nossa emancipação espiritual, como fazem as mães com relação à criação e educação dos seus filhos.

Não se Turbe o Vosso Coração


“Não se turbe o vosso coração; crede em Deus, crede também em mim.”
Evangelho

O coração humano vive inquieto e aflito, precisamente porque carece de fé, a virtude que gera e mantém a serenidade de espírito, a segurança inabalável, qualquer que seja a conjuntura em que nos encontraremos.

Por isso, o médico do corpo e da alma preceitua o remédio que cura todas as tribulações: Crede em Deus, crede também em mim.

Crer em Deus é crer na Vida, no testemunho positivo, concreto e real do Universo, desse Universo do qual fazemos parte integrante; é crer na infinita criação, nos mundos e nos sóis de todas as grandezas cujo número é incontável; é crer, em suma, nas realidades externas e internas, isto é, na vida que nos cerca e na vida que palpita em nosso eu, onde fala a inteligência, onde se manifesta a vontade, onde vibra o sentimento.
Crer em Jesus é crer no Enviado de Deus, naquele através de cujo verbo nos é dado conhecer a verdade e em cujos exemplos podemos perceber e sentir o reflexo do maior e do mais excelente dos atributos divinos – o amor; crer em Jesus é crer na imortalidade comprovada na sua ressurreição e na ressurreição de todos os que tombam ao golpe inexorável da morte; crer em Jesus é crer na máxima sublimidade da vida, expressa em sua consagração a prol do bem e da felicidade de outrem.